quarta-feira, 12 de maio de 2010

De dia não se gasta.

Vagueia pelas ruas de dentro e de fora.
Tem o corpo e a alma dormentes.
De dia não se gasta.

Guarda-se para as noites, porque as noites são para ele.
Ele leva-a sempre pela mão e para longe. Não dali mas deles.
Guiam-nos o brilho dos olhos dela e nunca se perderam.

Dizem-se sós, destapam a fraqueza.
Esquecem o ontem.
Ela larga-se no colo dele.
E o futuro é tão presente.


Não fugiram mais.

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Blás