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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Eternamente.

Mal te saiba o nome, meu coração será eternamente teu, disse.

E assim teve um nome para eternamente chorar.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mas ela foi.

Quando foste ela foi contigo.
Tu não a levaste.
Mas ela foi.
Contigo.

Julgava ela que se fosse podia ficar.
Sentada num desses bancos.
Do jardim que são os teus olhos.

Tu não a levaste.

Ela ficou mais só.

Um quarto-crescente depois.
Já ela era outra.

Nuns olhos primavera que a levaram.







terça-feira, 26 de junho de 2012

Não ser.



Choras-me vezes sem conta essa tua condição de não seres.

Nem sombra num corpo que se perde na rua de outros, nem pó num porta-retratos perdido numa mesa-de-cabeceira do quarto de visitas, nem uma vaga memória nas memórias de alguém que quer apagá-las.

Dizes que não és.

Que ninguém sente saudades tuas quando acorda depois de não sonhar contigo, que ninguém te canta num poema que não escreve.

Que ninguém te quis e por ninguém te querer não és.
Que só se é se outro alguém for.

E se eu não quiser ser contigo?
O que não somos?

sábado, 8 de outubro de 2011

Ela quer saber.

Deixa-me dizer-te dela.
Ainda a sabes?

Nada lhe pertence.
Nem ela.

E ela quer ser.
Depois de ti.

Não mais te procurou.
Não mais ouviu a música dos teus lábios.
Não mais ganhou tempo a falar com os teus olhos.
Não mais te deu a mão.

Dentro dela.

Ainda lá vives?

É hora.

E ela quer ser.

Depois de ti.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ela...

Soube-lhe a alma antes de lhe saber o nome.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Encontro.

Leva-me os outros que tive e as outras que fui.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.

Não procures mais.
Olá.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fora de nós.

Que surjas em mim brisa feita vendaval.
Como sussurro em grito.
Lágrima feita pranto.

E, depois, que amaines.
Quero que emudeças.
Que seques.

Quero sentir aquela saudade dos poetas que me cantavas quando amanhecíamos.

E isto assim, eternamente...

Como a rosa murcha.
Como a noite cai.
Como o coração mais forte bate fora de nós.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Palavras.

Quero essas palavras.
Sempre.
Quero a música dessas palavras.
Sempre.
Que me embale a música dessas palavras.
Sempre.
Que sejas meu par e que dances comigo a música dessas nossas palavras.
Para sempre.

domingo, 31 de outubro de 2010

Não ser.

Pobres loucos.
Mendigos de quimeras.
Moribundos na vida dos outros.
Cegos para com as estrelas.
Não são desde a despedida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Motivos.

Porque o instante do nosso olhar encerra as eternidades dos amores dos outros.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cronos.

No fim da noite que fomos, fiz-me dia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Libelinha.

Acordamos apertados noutros braços hoje.
Mundo.
Chão.
Casa.

Mas sonhamos num colo onde nos largámos ontem.
Vazio.
Estrelas.
Rua.

Ela sempre se quis libelinha.
A paixão deu-lhe as asas.
Ele ensiná-la-á a voar amanhã.

sábado, 4 de setembro de 2010

Endiabrada!

Fujo assim, na vassoura, de mim. Na mão a mala que não fechou com tantos fantasmas, nos ombros os dois diabos, no bolso o livro negro dos recortes de vidas que deixei por viver, no corpo as chagas que não sarei para te lembrar.


Há feitiço nos meus olhos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Piscar de olhos metafórico.

Senti-os arder. Fechei-os. Abri-os. Passou o ardor.

(...)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Arcaísmos.

Estavam cobertas de pó as palavras que fui hoje arrancar ao coração para te chorar.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Metamorfose do paladar.

A brisa que nos toca nas entranhas mais do que na face.
Uma paleta de tons cinza.
O piscar dos olhos, o bater do coração e os de fora.
Os da pele mais do que os dos frascos.


Mas depois o mentol do beijo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dores dela.

O corpo, sim, mas mais a alma, imensamente o coração.
O passado, sim, mas mais o presente, imensamente o futuro.
Tu, sim, mas mais eu, imensamente nós.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Salgado.

Continuo a transpirar-te, mesmo após todos estes Verões.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lição.

Sempre me soube perder. Pois acabava por me encontrar.
Por mais que ao longe fosse já pequeno o meu abrigo, tornava para ele assim que anoitecíamos.
Marcava o caminho com recordações nossas, para que me alumiassem o retorno à realidade.
Mas já não me encontro.
Estou na nossa realidade paralela de portas, janelas e fendas fechadas por mim.
As recordações fundiram-se com o tempo, como a lâmpada do corredor.
Deixa-me ficar prisioneira de nós. Só mais um instante ou mil.

Contigo aprendi a perder-me sem me querer encontrar.

sábado, 1 de maio de 2010

Esquizofrenia

Chega. Não basta.