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domingo, 25 de abril de 2010

Abelha

Tenho polinizado novas gentes.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A fuga

Há uma soma de sete dias começou a dizer que o mundo que pisava não era o que lhe havia sido destinado.

Loucura. Tanta gente pisa o mesmo chão e há até quem consiga ser feliz de tempos a tempos.

Murmurava que a demência estava nas suas cabeças, não na dela. Se tanta gente pisa o mesmo chão é porque capazes não são de idealizar um outro, ou porque é aquele o chão que deveras merecem.

Reconhecia-se noutro mundo, com outras pessoas e a pisar outro chão.
Mudou-se.


Diz-se que lá há pouca gente e até chão que ainda não foi pisado.

sábado, 6 de março de 2010

Seus sonhos

Estico o braço e na claridade de nós tento alcançar-te.
Mas és feito do pó das minhas recordações e vais-te com a brisa das portas quando abrem para a realidade.
Que faço eu com as borboletas?
Se não és como te queria, se não és.

Mas as nuvens que são o meu chão dizem que nos conhecem.
E os raios de sol cantam a nossa música.
E a noite cai só para te trazer.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Bárbaras

Que em mim não caiba.
Que cá dentro guarde mil e mais mil de mim.
Que me fragmente e constantemente me encontre quando me preciso.
Que saiam mais do que as que entram.
Que juntas partilhemos jubilos e dividamos prantos.


Mas que me olhe ao espelho e a alma seja una.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estúpidez (B)árbara

Injustiças.
Cinismos.
Mentiras.
Comparo-as a perder botões de camisas.
As coisas continuam com uma aparência bonita, mas deixam de servir.
Há pessoas quase coisas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Assim-assim

É a tal questão do estado de espírito.
Dos júbilos ou das gotas.
Dos guinchos ou das melodias.
Creio todavia que o meu assim-assim pode ser uma eficaz nomenclatura.
É para aquelas pessoas que andam com os lábios semi-selados, e com os olhos semi-reluzentes.
Para aquelas pessoas que encaram a banalidade de certos dias.
Salpicam as horas sempre com o qb dos temperos, nada de extras.
Não são sempre assim, mas não raras vezes não tencionam ser mais.
Há pessoas assim-assim.
E há as que se sentem assim-assim só às vezes.
Mas não são assim-assim.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pipocas

É inexequível que tudo esteja dentro do nosso raio de superintendência.
E também nos é trabalhoso gerir a miríade de sentimentos que dentro de nós saltitam como pipocas.
Não somos donos das nossas emoções, são elas quem nos domina e por vezes escraviza.
Mas se assim não fosse...como soltaríamos aquelas gargalhadas de criança? como caíriam as lágrimas da saudade? como seria vê-lo sem aquele rubor? como seria senti-lo sem me arrepiar?
É tão bom poder sair de mim.