Volta.
Volta que eu faço-me casa.
Céu estrelado.
Mar salgado.
Volta que eu nasço pedaço de barro.
Para ti.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
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sábado, 8 de setembro de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
De dentro de mim.
Tentei abraçar-te com aquele sorriso que tinha antes de chegares no verde de meus olhos,
Fui na frente para que não conhecesses o mundo que destruímos quando soltámos as mãos,
Arranquei-te de dentro de mim para que não te tornasses pó comigo no dia em que me deixaste.
Fui na frente para que não conhecesses o mundo que destruímos quando soltámos as mãos,
Arranquei-te de dentro de mim para que não te tornasses pó comigo no dia em que me deixaste.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Sonho meu.
Já te devia ter escrito.
Afinal já houve entre nós tantas despedidas.
E as cartas são para o adeus.
Mas nunca chegámos a partir.
Não sabemos o caminho que nos levou a nós.
E desconhecemos como voltar ao antes.
Houve antes?
Não se apagaram todas as memórias quando deixámos o mundo dos outros,
Para ficar no mundo que somos?
Não foi toda a nossa vida desencontro agora que nos encontrámos?
Foi antes vida a nossa agora que a vivemos os dois?
Sabes de mim como se me tivesses sonhado estes anos todos e apenas nesses sonhos tivesses sido.
Sei de mim agora porque só agora sou.
E de todos tu.
E dos ontens nada.
E o hoje teu.
E o amanhã nós.
E eu sempre tua.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Fénix.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Que outros braços nos tragam à vida.
Que outros pés nos ensinem novo caminho.
Que novos olhos nos vejam.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
De nos aprendermos.
De aprendermos o brilho da lua.
De aprendermos o sal das lágrimas.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Pedintes de paixões.
Mendigos de sonhos.
Indigentes de esperanças.
Estamos sempre à espera que nos encontrem para nascer de novo.
Fénix renascida, eis-me.
Que outros braços nos tragam à vida.
Que outros pés nos ensinem novo caminho.
Que novos olhos nos vejam.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
De nos aprendermos.
De aprendermos o brilho da lua.
De aprendermos o sal das lágrimas.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Pedintes de paixões.
Mendigos de sonhos.
Indigentes de esperanças.
Estamos sempre à espera que nos encontrem para nascer de novo.
Fénix renascida, eis-me.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Escreve-me.
Volveram-se eternidades em nós.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Jardim.
Já não te escrevo.
Estas palavras não são minhas.
De agora.
São de outra.
Que floriu e murchou nesse jardim, que não cuidámos na frente da nossa casa, daquele sonho que fomos.
De outrora.
Silêncios em folhas brancas soltas.
Estas palavras não são minhas.
De agora.
São de outra.
Que floriu e murchou nesse jardim, que não cuidámos na frente da nossa casa, daquele sonho que fomos.
De outrora.
Silêncios em folhas brancas soltas.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Tropeção
Um dia talvez ele se aperceba que ela só manteve os olhos fechados porque quis que ele fosse sonho.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Gritos, cá dentro
As vontades gritam.
Não sussurram, não conversam, gritam.
Muitas vezes as tenta abafar a razão, mas esta não entra em discussões e acaba quase sempre derrotada a um canto de nós.
De lá do fundo, o grito vem ecoar nas nossas acções. O corpo deixa de ser nosso.
Um beijo emudece o grito.
Não sussurram, não conversam, gritam.
Muitas vezes as tenta abafar a razão, mas esta não entra em discussões e acaba quase sempre derrotada a um canto de nós.
De lá do fundo, o grito vem ecoar nas nossas acções. O corpo deixa de ser nosso.
Um beijo emudece o grito.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Medo
Sei que estás do lado de lá, mas o risco de cair é grande.
Nunca tive muita agilidade e a minha mãe nunca me ensinou a fingir coragem.
Repara bem no tamanho do salto!
Precisas de tentar, eu estou aqui e não vou deixar que caias no abismo. Esse abismo não é nosso, é teu, doutras quimeras.
Vou confiar em ti.
Olha, já não há abismo, agora há uma ponte.
Quer dizer que as nossas vidas vão estar unidas para sempre?
Não, só já não há abismo. Vais continuar a ter medo de atravessar a ponte.
Nunca tive muita agilidade e a minha mãe nunca me ensinou a fingir coragem.
Repara bem no tamanho do salto!
Precisas de tentar, eu estou aqui e não vou deixar que caias no abismo. Esse abismo não é nosso, é teu, doutras quimeras.
Vou confiar em ti.
Olha, já não há abismo, agora há uma ponte.
Quer dizer que as nossas vidas vão estar unidas para sempre?
Não, só já não há abismo. Vais continuar a ter medo de atravessar a ponte.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A fuga
Há uma soma de sete dias começou a dizer que o mundo que pisava não era o que lhe havia sido destinado.
Loucura. Tanta gente pisa o mesmo chão e há até quem consiga ser feliz de tempos a tempos.
Murmurava que a demência estava nas suas cabeças, não na dela. Se tanta gente pisa o mesmo chão é porque capazes não são de idealizar um outro, ou porque é aquele o chão que deveras merecem.
Reconhecia-se noutro mundo, com outras pessoas e a pisar outro chão.
Mudou-se.
Diz-se que lá há pouca gente e até chão que ainda não foi pisado.
Loucura. Tanta gente pisa o mesmo chão e há até quem consiga ser feliz de tempos a tempos.
Murmurava que a demência estava nas suas cabeças, não na dela. Se tanta gente pisa o mesmo chão é porque capazes não são de idealizar um outro, ou porque é aquele o chão que deveras merecem.
Reconhecia-se noutro mundo, com outras pessoas e a pisar outro chão.
Mudou-se.
Diz-se que lá há pouca gente e até chão que ainda não foi pisado.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Os olhos e o brilho deles
Paro à tua porta, petrifico diante de ti, a boca cosida de fio de pensamento quer falar e não pode.
Os braços fazem um laço, que devia ser belo, incapaz de te abraçar.
Os olhos.
O brilho dos olhos.
Da lágrima a querer desprender-se, do reflexo da tua aura.
E é aí que tu continuas a conversa dos olhos.
Sim, vamos caminhar na ponta dos dedos pelas estrelas.
Os braços fazem um laço, que devia ser belo, incapaz de te abraçar.
Os olhos.
O brilho dos olhos.
Da lágrima a querer desprender-se, do reflexo da tua aura.
E é aí que tu continuas a conversa dos olhos.
Sim, vamos caminhar na ponta dos dedos pelas estrelas.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Exército negro
Cedamos ao passar dos dias.
Aceitemos a derrota.
Recalquemos sentimentos.
Deixemos reinar a solidão.
Silenciemos gritos de revolta.
E a morte será uma dulcificadora solução.
Aceitemos a derrota.
Recalquemos sentimentos.
Deixemos reinar a solidão.
Silenciemos gritos de revolta.
E a morte será uma dulcificadora solução.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Regras Minhas
Vamos rir alto.
O riso cá dentro não é riso, o riso tem de ser nosso.
Vamos cantar.
A nossa voz tem de encantar mundos e uni-los.
Vamos sussurrar. Não.
Vamos gritar que amamos.
Vamos suspirar.
Enfim.
Hoje não nos calámos.
O riso cá dentro não é riso, o riso tem de ser nosso.
Vamos cantar.
A nossa voz tem de encantar mundos e uni-los.
Vamos sussurrar. Não.
Vamos gritar que amamos.
Vamos suspirar.
Enfim.
Hoje não nos calámos.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Pérolas a porcos II
Sim, reconheço o desleixo.
Admito a falta de vontade.
Outros papeis, outra casa, outro aglomerado.
Se estou melhor ou pior assim?
Deveria saber responder mas não sei.
Não é fácil quando damos por nós sozinhos, num lugar desconhecido dos outros.
Ninguém é transparente e ninguém se deixa trespassar.
Admito a falta de vontade.
Outros papeis, outra casa, outro aglomerado.
Se estou melhor ou pior assim?
Deveria saber responder mas não sei.
Não é fácil quando damos por nós sozinhos, num lugar desconhecido dos outros.
Ninguém é transparente e ninguém se deixa trespassar.
domingo, 24 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Assim-assim
É a tal questão do estado de espírito.
Dos júbilos ou das gotas.
Dos guinchos ou das melodias.
Creio todavia que o meu assim-assim pode ser uma eficaz nomenclatura.
É para aquelas pessoas que andam com os lábios semi-selados, e com os olhos semi-reluzentes.
Para aquelas pessoas que encaram a banalidade de certos dias.
Salpicam as horas sempre com o qb dos temperos, nada de extras.
Não são sempre assim, mas não raras vezes não tencionam ser mais.
Há pessoas assim-assim.
E há as que se sentem assim-assim só às vezes.
Mas não são assim-assim.
Dos júbilos ou das gotas.
Dos guinchos ou das melodias.
Creio todavia que o meu assim-assim pode ser uma eficaz nomenclatura.
É para aquelas pessoas que andam com os lábios semi-selados, e com os olhos semi-reluzentes.
Para aquelas pessoas que encaram a banalidade de certos dias.
Salpicam as horas sempre com o qb dos temperos, nada de extras.
Não são sempre assim, mas não raras vezes não tencionam ser mais.
Há pessoas assim-assim.
E há as que se sentem assim-assim só às vezes.
Mas não são assim-assim.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Obras
Trazias um sorriso nos lábios e cheiravas bem.
Decidiste no teu íntimo que me irias surpreender e assim o fizeste.
O brilho dos meus olhos estava capaz de iluminar todas as casas no oeste do país.
Trocámos mimos, e mimos é bom.
Minimizar danos, enxaquecas e vertigens faz parte da tua profissão no meu mundo interior.
Danos por ti ou por mim causados.
Enxaquecas de estudo frustrado ou daqueles dias em que me apetece chocolate e batatas fritas.
Vertigens dos meus abismos ou dos desafios que a vida me coloca.
Gosto de deitar a baixo e construir de novo.
E depois, ter um edificio com melhores alicerces.
Anda para a nossa nova casa, está linda.
Decidiste no teu íntimo que me irias surpreender e assim o fizeste.
O brilho dos meus olhos estava capaz de iluminar todas as casas no oeste do país.
Trocámos mimos, e mimos é bom.
Minimizar danos, enxaquecas e vertigens faz parte da tua profissão no meu mundo interior.
Danos por ti ou por mim causados.
Enxaquecas de estudo frustrado ou daqueles dias em que me apetece chocolate e batatas fritas.
Vertigens dos meus abismos ou dos desafios que a vida me coloca.
Gosto de deitar a baixo e construir de novo.
E depois, ter um edificio com melhores alicerces.
Anda para a nossa nova casa, está linda.
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