domingo, 8 de novembro de 2009

Há pessoas fantásticas não há?!

O mundo está cheio de pessoas ímpares e é tão bom descobri-las!
É tão delicioso quando essas pessoas nos pegam pela mão e nos levam a vaguear pelas suas histórias de vida.
Devemos deixar-nos ir...
Absorver...
Crescer humanamente depende muito da medida da nossa entrega aos outros.
Todos os dias estendo a mão a alguém e espero que ma peguem, que me ensinem os seus hábitos, os seus gostos...que me deixem beber da sua sabedoria.

sábado, 7 de novembro de 2009

Devaneio meu.

Percorrer-te.
Entrar em ti num suspiro.
Sair de ti numa gota de suor.
Render-me.
Parar o tempo, as pessoas, o mundo...a razão.
Sermos os donos do movimento.
Mas despojados de tudo o resto.
Pudor, medo, fraqueza.
Um só...corpo.


Vem.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Só isto.

Há um sem número de coisas que nos fazem falta.
As banalidades de sempre.
As novas tecnologias.
O aconchego da nossa casa.
As palavras sábias daqueles que nos conhecem o âmago.
Os braços abertos da mãe.
O ombro do pai.
O timbre da tua voz.


Creio que todos os dias me lembra uma saudade nova.

sábado, 31 de outubro de 2009

Semana dificil.

Somos programados para errar.
Há os que persistem.
Há os que pedem desculpa.
Há os que aprendem.
Falhamos todos os dias.
Com os outros, connosco, com o mundo dos outros e com o nosso.
Ainda acredito que é isto que nos faz humanos.
Mas não deveriamos fazer do chavão uma constante.

domingo, 25 de outubro de 2009

Olhem, eu sei lá!

Chega a roçar o ridículo o quanto me deixo sofrer.
Como a "aguinha" salgada me molha o rosto com tanta frequência.
Como os medos me prendem tantas vezes os movimentos.
Como os pesadelos me ocupam tão mais noites que os sonhos.
Como as angustias se apoderam das minhas horas.
As más recordações dos meus dias.
Quem me dera ser forte, robusta, dura...ser outra, por vezes.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um dia, jamais a vida inteira

É tão doloroso quando o chão nos foge.
Sem pedestal.
É tão atroz quando não nos dão um ombro.
Sem apoio.
É tão cruel quando não temos telhado.
Sem abrigo.
E os pés tão cansados.
E a cabeça tão pesada.
E a chuva a cair.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uma questão de chaves.

Há pessoas que não cessam de me parar à porta, batem, batem e jamais conseguirão invadir-me.
Bem que arremessam pedrinhas à janela, mas dependendo da pedrada (pode partir), a maioria das investidas é vã.
Há também aqueles que, tocando a campainha, ou dando três pancadinhas, eu deixo entrar.
Deixo que me visitem, exigindo sempre marcação prévia.
Por fim há aqueles que já detêm a chave.
Entram e pronto.
Vagueiam dentro de mim como exploradores, remexem-me a alma e as crenças.
Mas...a chave que usam para entrar, é a mesma da qual abusam para sair.