quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Se faz favor

Cama, sem horas.
Aconchego, sem pressas.
Mimos,sem interrupções.
Sem campainhas, sem despertadores, sem rapidinhas.
Saborear cada pedacinho, de chocolate, de saliva tua.
Aproveitar cada sorriso, repeti-lo, outra e outra vez.

Vá lá, it's Christmas time.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cozinha

1kg de tique-taques do meu relógio.
3 colheres de batimentos do meu coração.
1l de pingos da torneira que são os meus olhos.
Palpites do meu self qb.
Temperamento dificil.
Vai ao forno.
E uma hora depois sai uma Bárbara a precisar de descanso.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rita

Mal chegaste.
Poucas confidências foram trocadas.
Mimos? Definitivamente não eram o teu forte.
Mas sabia que era uma questão de tempo.
Mais uns minutos, mais uma horas, mais uns dias, mais uns meses, mais uns anos...e as nossas vidas iriam abraçar-se.
Porque nas gargalhadas...nessas, já nós éramos monozigóticas.
Queria tanto ter-te "gargalhado" tanta coisa.
Já fazes falta.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pérolas a porcos!

Como pode alguém tirar-me assim o tapete e fazer-me estatelar no chão?
Como outorguei eu a alguém a capacidade de me mexer o porão das emoções?
A contrição passeia-se agora nos meus dias.
Fecharei algumas portas.
E deixarei de bater a umas quantas.
Dei excessiva e desnecessariamente de mim.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não assino por baixo

Uma rolha.
Um qualquer tipo de contenção.
Ainda estou verde para o social.
Não são só as meias, eu também ando às avessas.
Não devia ficar nervosa, mas fico.
Não devia ser trapalhona, mas sou.
Enerva-me esta minha tendência inata para o ridículo.
Esta minha predesposição para o falhanço.
Queria ser dona de mim.

sábado, 14 de novembro de 2009

Borboleta

A vida colocou-lhe um novo desafio.
Aceitar a mudança.
Entender que tudo é mutável.
De difícil aceno, acabou por se conformar.
De aí em diante, todas as metamorfoses, que ela tanto recalcava em si, todas as transformações, sentidas mas jamais reveladas...passaram a fazer parte dela.
Catapultadas.
Saberá o mundo (dela) aceitar também?!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pipocas

É inexequível que tudo esteja dentro do nosso raio de superintendência.
E também nos é trabalhoso gerir a miríade de sentimentos que dentro de nós saltitam como pipocas.
Não somos donos das nossas emoções, são elas quem nos domina e por vezes escraviza.
Mas se assim não fosse...como soltaríamos aquelas gargalhadas de criança? como caíriam as lágrimas da saudade? como seria vê-lo sem aquele rubor? como seria senti-lo sem me arrepiar?
É tão bom poder sair de mim.