Cama, sem horas.
Aconchego, sem pressas.
Mimos,sem interrupções.
Sem campainhas, sem despertadores, sem rapidinhas.
Saborear cada pedacinho, de chocolate, de saliva tua.
Aproveitar cada sorriso, repeti-lo, outra e outra vez.
Vá lá, it's Christmas time.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Cozinha
1kg de tique-taques do meu relógio.
3 colheres de batimentos do meu coração.
1l de pingos da torneira que são os meus olhos.
Palpites do meu self qb.
Temperamento dificil.
Vai ao forno.
E uma hora depois sai uma Bárbara a precisar de descanso.
3 colheres de batimentos do meu coração.
1l de pingos da torneira que são os meus olhos.
Palpites do meu self qb.
Temperamento dificil.
Vai ao forno.
E uma hora depois sai uma Bárbara a precisar de descanso.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Rita
Mal chegaste.
Poucas confidências foram trocadas.
Mimos? Definitivamente não eram o teu forte.
Mas sabia que era uma questão de tempo.
Mais uns minutos, mais uma horas, mais uns dias, mais uns meses, mais uns anos...e as nossas vidas iriam abraçar-se.
Porque nas gargalhadas...nessas, já nós éramos monozigóticas.
Queria tanto ter-te "gargalhado" tanta coisa.
Já fazes falta.
Poucas confidências foram trocadas.
Mimos? Definitivamente não eram o teu forte.
Mas sabia que era uma questão de tempo.
Mais uns minutos, mais uma horas, mais uns dias, mais uns meses, mais uns anos...e as nossas vidas iriam abraçar-se.
Porque nas gargalhadas...nessas, já nós éramos monozigóticas.
Queria tanto ter-te "gargalhado" tanta coisa.
Já fazes falta.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Pérolas a porcos!
Como pode alguém tirar-me assim o tapete e fazer-me estatelar no chão?
Como outorguei eu a alguém a capacidade de me mexer o porão das emoções?
A contrição passeia-se agora nos meus dias.
Fecharei algumas portas.
E deixarei de bater a umas quantas.
Dei excessiva e desnecessariamente de mim.
Como outorguei eu a alguém a capacidade de me mexer o porão das emoções?
A contrição passeia-se agora nos meus dias.
Fecharei algumas portas.
E deixarei de bater a umas quantas.
Dei excessiva e desnecessariamente de mim.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Não assino por baixo
Uma rolha.
Um qualquer tipo de contenção.
Ainda estou verde para o social.
Não são só as meias, eu também ando às avessas.
Não devia ficar nervosa, mas fico.
Não devia ser trapalhona, mas sou.
Enerva-me esta minha tendência inata para o ridículo.
Esta minha predesposição para o falhanço.
Queria ser dona de mim.
Um qualquer tipo de contenção.
Ainda estou verde para o social.
Não são só as meias, eu também ando às avessas.
Não devia ficar nervosa, mas fico.
Não devia ser trapalhona, mas sou.
Enerva-me esta minha tendência inata para o ridículo.
Esta minha predesposição para o falhanço.
Queria ser dona de mim.
sábado, 14 de novembro de 2009
Borboleta
A vida colocou-lhe um novo desafio.
Aceitar a mudança.
Entender que tudo é mutável.
De difícil aceno, acabou por se conformar.
De aí em diante, todas as metamorfoses, que ela tanto recalcava em si, todas as transformações, sentidas mas jamais reveladas...passaram a fazer parte dela.
Catapultadas.
Saberá o mundo (dela) aceitar também?!
Aceitar a mudança.
Entender que tudo é mutável.
De difícil aceno, acabou por se conformar.
De aí em diante, todas as metamorfoses, que ela tanto recalcava em si, todas as transformações, sentidas mas jamais reveladas...passaram a fazer parte dela.
Catapultadas.
Saberá o mundo (dela) aceitar também?!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Pipocas
É inexequível que tudo esteja dentro do nosso raio de superintendência.
E também nos é trabalhoso gerir a miríade de sentimentos que dentro de nós saltitam como pipocas.
Não somos donos das nossas emoções, são elas quem nos domina e por vezes escraviza.
Mas se assim não fosse...como soltaríamos aquelas gargalhadas de criança? como caíriam as lágrimas da saudade? como seria vê-lo sem aquele rubor? como seria senti-lo sem me arrepiar?
É tão bom poder sair de mim.
E também nos é trabalhoso gerir a miríade de sentimentos que dentro de nós saltitam como pipocas.
Não somos donos das nossas emoções, são elas quem nos domina e por vezes escraviza.
Mas se assim não fosse...como soltaríamos aquelas gargalhadas de criança? como caíriam as lágrimas da saudade? como seria vê-lo sem aquele rubor? como seria senti-lo sem me arrepiar?
É tão bom poder sair de mim.
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