Rubor.
Calor.
Suor.
Amor?
Aqui não. Não aqui. Para outras rimas.
O vermelho do sangue veloz que nos corre nas veias e das papoilas da nossa cama.
O calor do fogo em luas de verão.
O suor caudaloso de mil gémeos minutos (horas?).
Um outro qualquer sentimento, ou nenhum.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Ladra
Precisava de pó de fada, tinha desejos por realizar. Multiplicavam-se sempre que lhe sentia o cheiro, não o do frasco, o da pele.
Queria fazer uma troca com ele, um deserto de beijos por um mar de abraços.
Tornou-se ladra, por ele.
Roubou todas as fadas do mundo, o lugar mais bonito do mundo, que é fora dele, e o tempo.
Esqueceu-se de roubar o coração, dele.
Queria fazer uma troca com ele, um deserto de beijos por um mar de abraços.
Tornou-se ladra, por ele.
Roubou todas as fadas do mundo, o lugar mais bonito do mundo, que é fora dele, e o tempo.
Esqueceu-se de roubar o coração, dele.
sábado, 13 de março de 2010
Fato colorido
Abriu as suas asas e decidiu que sobrevoaria o mundo em dias de sol.
Vestiu-se das cores do arco-íris e pôs o seu maior sorriso como adorno.
Queria que as pessoas, pequeninas e tristes lá em baixo, a notassem.
Porque nela estava a felicidade.
Porque acreditava que podia mudar vidas sendo feliz e sobrevoando o mundo.
Que o cinzento da realidade não vencia o seu fato colorido.
Mas (quase) ninguém olha prara o céu. Já (quase) ninguém olha para o céu.
Só os apaixonados olham para o céu.
Vestiu-se das cores do arco-íris e pôs o seu maior sorriso como adorno.
Queria que as pessoas, pequeninas e tristes lá em baixo, a notassem.
Porque nela estava a felicidade.
Porque acreditava que podia mudar vidas sendo feliz e sobrevoando o mundo.
Que o cinzento da realidade não vencia o seu fato colorido.
Mas (quase) ninguém olha prara o céu. Já (quase) ninguém olha para o céu.
Só os apaixonados olham para o céu.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Os olhos e o brilho deles
Paro à tua porta, petrifico diante de ti, a boca cosida de fio de pensamento quer falar e não pode.
Os braços fazem um laço, que devia ser belo, incapaz de te abraçar.
Os olhos.
O brilho dos olhos.
Da lágrima a querer desprender-se, do reflexo da tua aura.
E é aí que tu continuas a conversa dos olhos.
Sim, vamos caminhar na ponta dos dedos pelas estrelas.
Os braços fazem um laço, que devia ser belo, incapaz de te abraçar.
Os olhos.
O brilho dos olhos.
Da lágrima a querer desprender-se, do reflexo da tua aura.
E é aí que tu continuas a conversa dos olhos.
Sim, vamos caminhar na ponta dos dedos pelas estrelas.
sábado, 6 de março de 2010
Seus sonhos
Estico o braço e na claridade de nós tento alcançar-te.
Mas és feito do pó das minhas recordações e vais-te com a brisa das portas quando abrem para a realidade.
Que faço eu com as borboletas?
Se não és como te queria, se não és.
Mas as nuvens que são o meu chão dizem que nos conhecem.
E os raios de sol cantam a nossa música.
E a noite cai só para te trazer.
Mas és feito do pó das minhas recordações e vais-te com a brisa das portas quando abrem para a realidade.
Que faço eu com as borboletas?
Se não és como te queria, se não és.
Mas as nuvens que são o meu chão dizem que nos conhecem.
E os raios de sol cantam a nossa música.
E a noite cai só para te trazer.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Bárbaras
Que em mim não caiba.
Que cá dentro guarde mil e mais mil de mim.
Que me fragmente e constantemente me encontre quando me preciso.
Que saiam mais do que as que entram.
Que juntas partilhemos jubilos e dividamos prantos.
Mas que me olhe ao espelho e a alma seja una.
Que cá dentro guarde mil e mais mil de mim.
Que me fragmente e constantemente me encontre quando me preciso.
Que saiam mais do que as que entram.
Que juntas partilhemos jubilos e dividamos prantos.
Mas que me olhe ao espelho e a alma seja una.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Exército negro
Cedamos ao passar dos dias.
Aceitemos a derrota.
Recalquemos sentimentos.
Deixemos reinar a solidão.
Silenciemos gritos de revolta.
E a morte será uma dulcificadora solução.
Aceitemos a derrota.
Recalquemos sentimentos.
Deixemos reinar a solidão.
Silenciemos gritos de revolta.
E a morte será uma dulcificadora solução.
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