As vontades gritam.
Não sussurram, não conversam, gritam.
Muitas vezes as tenta abafar a razão, mas esta não entra em discussões e acaba quase sempre derrotada a um canto de nós.
De lá do fundo, o grito vem ecoar nas nossas acções. O corpo deixa de ser nosso.
Um beijo emudece o grito.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
terça-feira, 13 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Medo
Sei que estás do lado de lá, mas o risco de cair é grande.
Nunca tive muita agilidade e a minha mãe nunca me ensinou a fingir coragem.
Repara bem no tamanho do salto!
Precisas de tentar, eu estou aqui e não vou deixar que caias no abismo. Esse abismo não é nosso, é teu, doutras quimeras.
Vou confiar em ti.
Olha, já não há abismo, agora há uma ponte.
Quer dizer que as nossas vidas vão estar unidas para sempre?
Não, só já não há abismo. Vais continuar a ter medo de atravessar a ponte.
Nunca tive muita agilidade e a minha mãe nunca me ensinou a fingir coragem.
Repara bem no tamanho do salto!
Precisas de tentar, eu estou aqui e não vou deixar que caias no abismo. Esse abismo não é nosso, é teu, doutras quimeras.
Vou confiar em ti.
Olha, já não há abismo, agora há uma ponte.
Quer dizer que as nossas vidas vão estar unidas para sempre?
Não, só já não há abismo. Vais continuar a ter medo de atravessar a ponte.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Lado de fora
Que o destino nos cruze as histórias mil vezes mil vezes num dia.
Que o tropeção das vidas no virar da esquina seja nosso.
Que os meus pensamentos se vendam todos aos teus olhos.
Que a vida te pouse no meu ombro para também te trazer comigo do lado de fora.
Que o tropeção das vidas no virar da esquina seja nosso.
Que os meus pensamentos se vendam todos aos teus olhos.
Que a vida te pouse no meu ombro para também te trazer comigo do lado de fora.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A fuga
Há uma soma de sete dias começou a dizer que o mundo que pisava não era o que lhe havia sido destinado.
Loucura. Tanta gente pisa o mesmo chão e há até quem consiga ser feliz de tempos a tempos.
Murmurava que a demência estava nas suas cabeças, não na dela. Se tanta gente pisa o mesmo chão é porque capazes não são de idealizar um outro, ou porque é aquele o chão que deveras merecem.
Reconhecia-se noutro mundo, com outras pessoas e a pisar outro chão.
Mudou-se.
Diz-se que lá há pouca gente e até chão que ainda não foi pisado.
Loucura. Tanta gente pisa o mesmo chão e há até quem consiga ser feliz de tempos a tempos.
Murmurava que a demência estava nas suas cabeças, não na dela. Se tanta gente pisa o mesmo chão é porque capazes não são de idealizar um outro, ou porque é aquele o chão que deveras merecem.
Reconhecia-se noutro mundo, com outras pessoas e a pisar outro chão.
Mudou-se.
Diz-se que lá há pouca gente e até chão que ainda não foi pisado.
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coisas estranhas,
os outros e eu
segunda-feira, 29 de março de 2010
Não quero ferir susceptibilidades
Rubor.
Calor.
Suor.
Amor?
Aqui não. Não aqui. Para outras rimas.
O vermelho do sangue veloz que nos corre nas veias e das papoilas da nossa cama.
O calor do fogo em luas de verão.
O suor caudaloso de mil gémeos minutos (horas?).
Um outro qualquer sentimento, ou nenhum.
Calor.
Suor.
Amor?
Aqui não. Não aqui. Para outras rimas.
O vermelho do sangue veloz que nos corre nas veias e das papoilas da nossa cama.
O calor do fogo em luas de verão.
O suor caudaloso de mil gémeos minutos (horas?).
Um outro qualquer sentimento, ou nenhum.
domingo, 14 de março de 2010
Ladra
Precisava de pó de fada, tinha desejos por realizar. Multiplicavam-se sempre que lhe sentia o cheiro, não o do frasco, o da pele.
Queria fazer uma troca com ele, um deserto de beijos por um mar de abraços.
Tornou-se ladra, por ele.
Roubou todas as fadas do mundo, o lugar mais bonito do mundo, que é fora dele, e o tempo.
Esqueceu-se de roubar o coração, dele.
Queria fazer uma troca com ele, um deserto de beijos por um mar de abraços.
Tornou-se ladra, por ele.
Roubou todas as fadas do mundo, o lugar mais bonito do mundo, que é fora dele, e o tempo.
Esqueceu-se de roubar o coração, dele.
sábado, 13 de março de 2010
Fato colorido
Abriu as suas asas e decidiu que sobrevoaria o mundo em dias de sol.
Vestiu-se das cores do arco-íris e pôs o seu maior sorriso como adorno.
Queria que as pessoas, pequeninas e tristes lá em baixo, a notassem.
Porque nela estava a felicidade.
Porque acreditava que podia mudar vidas sendo feliz e sobrevoando o mundo.
Que o cinzento da realidade não vencia o seu fato colorido.
Mas (quase) ninguém olha prara o céu. Já (quase) ninguém olha para o céu.
Só os apaixonados olham para o céu.
Vestiu-se das cores do arco-íris e pôs o seu maior sorriso como adorno.
Queria que as pessoas, pequeninas e tristes lá em baixo, a notassem.
Porque nela estava a felicidade.
Porque acreditava que podia mudar vidas sendo feliz e sobrevoando o mundo.
Que o cinzento da realidade não vencia o seu fato colorido.
Mas (quase) ninguém olha prara o céu. Já (quase) ninguém olha para o céu.
Só os apaixonados olham para o céu.
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