"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Lição.
Sempre me soube perder. Pois acabava por me encontrar.
Por mais que ao longe fosse já pequeno o meu abrigo, tornava para ele assim que anoitecíamos.
Marcava o caminho com recordações nossas, para que me alumiassem o retorno à realidade.
Mas já não me encontro.
Estou na nossa realidade paralela de portas, janelas e fendas fechadas por mim.
As recordações fundiram-se com o tempo, como a lâmpada do corredor.
Deixa-me ficar prisioneira de nós. Só mais um instante ou mil.
Contigo aprendi a perder-me sem me querer encontrar.
Por mais que ao longe fosse já pequeno o meu abrigo, tornava para ele assim que anoitecíamos.
Marcava o caminho com recordações nossas, para que me alumiassem o retorno à realidade.
Mas já não me encontro.
Estou na nossa realidade paralela de portas, janelas e fendas fechadas por mim.
As recordações fundiram-se com o tempo, como a lâmpada do corredor.
Deixa-me ficar prisioneira de nós. Só mais um instante ou mil.
Contigo aprendi a perder-me sem me querer encontrar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Despedida
os nossos olhos brilhantes,
os nossos olhos nuns olhos,
nesses olhos um abrigo,
nos nossos olhos o fim da procura da vida,
porque nesses olhos nós e nos nossos olhos nós,
nesses olhos o arco-iris e o céu e o mar e a terra e o mundo,
nos nossos olhos o espelho,
nesses olhos o passado o presente e o futuro,
nos nossos o fogo, a fogueira, a chama,
nesses olhos a água, a chuva e a lágrima
porque nos olhos o adeus.
os nossos olhos nuns olhos,
nesses olhos um abrigo,
nos nossos olhos o fim da procura da vida,
porque nesses olhos nós e nos nossos olhos nós,
nesses olhos o arco-iris e o céu e o mar e a terra e o mundo,
nos nossos olhos o espelho,
nesses olhos o passado o presente e o futuro,
nos nossos o fogo, a fogueira, a chama,
nesses olhos a água, a chuva e a lágrima
porque nos olhos o adeus.
sábado, 1 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Segredo
Parar o tempo, fazer-se sonho e mexer-lhe o corpo. Habilidades dele. Ele que é dono do brilho dos olhos dela, mas não sabe. Ele que sem saber está nas gotas da chuva, nas gotas de choro e nas gotas de suor.
Ele que é cantado nas músicas e contado nas poesias e tal desconhece.
Ele que desconhece estar em todos os intervalos e entrelinhas.
Ele, o sussurro, o suspiro, o segredo.
Ele que é cantado nas músicas e contado nas poesias e tal desconhece.
Ele que desconhece estar em todos os intervalos e entrelinhas.
Ele, o sussurro, o suspiro, o segredo.
domingo, 25 de abril de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)