Vagueia pelas ruas de dentro e de fora.
Tem o corpo e a alma dormentes.
De dia não se gasta.
Guarda-se para as noites, porque as noites são para ele.
Ele leva-a sempre pela mão e para longe. Não dali mas deles.
Guiam-nos o brilho dos olhos dela e nunca se perderam.
Dizem-se sós, destapam a fraqueza.
Esquecem o ontem.
Ela larga-se no colo dele.
E o futuro é tão presente.
Não fugiram mais.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
quarta-feira, 12 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Diálogos
A ver os céus:
Olha olha, hoje não há estrelas.
Claro que há, tu é que não as vês.
O que acontece quando se deixa de ver as estrelas?
Não sei bem, mas sei que não é bom.
E se eu as pintar?
Não saberias.
E se eu sonhar com elas?
Não são tão belas nos sonhos.
Que faço agora? É que eu só as vejo em ti.
Agora beijas-me.
Olha olha, hoje não há estrelas.
Claro que há, tu é que não as vês.
O que acontece quando se deixa de ver as estrelas?
Não sei bem, mas sei que não é bom.
E se eu as pintar?
Não saberias.
E se eu sonhar com elas?
Não são tão belas nos sonhos.
Que faço agora? É que eu só as vejo em ti.
Agora beijas-me.
domingo, 9 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Lição.
Sempre me soube perder. Pois acabava por me encontrar.
Por mais que ao longe fosse já pequeno o meu abrigo, tornava para ele assim que anoitecíamos.
Marcava o caminho com recordações nossas, para que me alumiassem o retorno à realidade.
Mas já não me encontro.
Estou na nossa realidade paralela de portas, janelas e fendas fechadas por mim.
As recordações fundiram-se com o tempo, como a lâmpada do corredor.
Deixa-me ficar prisioneira de nós. Só mais um instante ou mil.
Contigo aprendi a perder-me sem me querer encontrar.
Por mais que ao longe fosse já pequeno o meu abrigo, tornava para ele assim que anoitecíamos.
Marcava o caminho com recordações nossas, para que me alumiassem o retorno à realidade.
Mas já não me encontro.
Estou na nossa realidade paralela de portas, janelas e fendas fechadas por mim.
As recordações fundiram-se com o tempo, como a lâmpada do corredor.
Deixa-me ficar prisioneira de nós. Só mais um instante ou mil.
Contigo aprendi a perder-me sem me querer encontrar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Despedida
os nossos olhos brilhantes,
os nossos olhos nuns olhos,
nesses olhos um abrigo,
nos nossos olhos o fim da procura da vida,
porque nesses olhos nós e nos nossos olhos nós,
nesses olhos o arco-iris e o céu e o mar e a terra e o mundo,
nos nossos olhos o espelho,
nesses olhos o passado o presente e o futuro,
nos nossos o fogo, a fogueira, a chama,
nesses olhos a água, a chuva e a lágrima
porque nos olhos o adeus.
os nossos olhos nuns olhos,
nesses olhos um abrigo,
nos nossos olhos o fim da procura da vida,
porque nesses olhos nós e nos nossos olhos nós,
nesses olhos o arco-iris e o céu e o mar e a terra e o mundo,
nos nossos olhos o espelho,
nesses olhos o passado o presente e o futuro,
nos nossos o fogo, a fogueira, a chama,
nesses olhos a água, a chuva e a lágrima
porque nos olhos o adeus.
sábado, 1 de maio de 2010
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