sexta-feira, 28 de maio de 2010

A brisa que te trouxe, o vendaval que te levou.

Já sentia a tua falta. Antes de te conhecer.
Andávamos perdidos em vidas de outros.

Quando tropeçámos em nós...senti-te o cheiro da saudade. De longe e ao perto.

Espero que me continues a encontrar, na noite, ou escuridão de nós.

Não tivemos um chão de pedra, sempre caminhámos em chão de estrelas.
Não chegámos a ter tempo, a ser pequenos como os outros, lá em baixo.

De ti, só saudade e vertigem.

domingo, 23 de maio de 2010

Dóis-me.

Dóis-me tanto.

sábado, 22 de maio de 2010

Porta

Não foi preciso bateres.
Já te tinha pedido nos sonhos.
Senti-te a chegar várias vezes, várias vezes me enganou o arrepio.
Acabaste por vir e eu já com a porta aberta.

Esqueci-me de te fechar em mim.

Continuo a pedir-te nos sonhos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

De dia não se gasta.

Vagueia pelas ruas de dentro e de fora.
Tem o corpo e a alma dormentes.
De dia não se gasta.

Guarda-se para as noites, porque as noites são para ele.
Ele leva-a sempre pela mão e para longe. Não dali mas deles.
Guiam-nos o brilho dos olhos dela e nunca se perderam.

Dizem-se sós, destapam a fraqueza.
Esquecem o ontem.
Ela larga-se no colo dele.
E o futuro é tão presente.


Não fugiram mais.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Diálogos

A ver os céus:

Olha olha, hoje não há estrelas.
Claro que há, tu é que não as vês.

O que acontece quando se deixa de ver as estrelas?
Não sei bem, mas sei que não é bom.
E se eu as pintar?
Não saberias.
E se eu sonhar com elas?
Não são tão belas nos sonhos.

Que faço agora? É que eu só as vejo em ti.

Agora beijas-me.

domingo, 9 de maio de 2010

Despede-te!

Leva-me outra vez àquele lugar dentro de nós.

sábado, 8 de maio de 2010

Isto aqui são gritos.