Preciso de viver incompleta, metade.
Arrancar-te...
Do lado de dentro, entranhas do meu ser, coração, alma.
Do lado de fora, pele, àgua salgada, suor e lágrimas.
Porque...
Já apagaste os trilhos e os brilhos que te levavam a nós.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
sexta-feira, 4 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
A brisa que te trouxe, o vendaval que te levou.
Já sentia a tua falta. Antes de te conhecer.
Andávamos perdidos em vidas de outros.
Quando tropeçámos em nós...senti-te o cheiro da saudade. De longe e ao perto.
Espero que me continues a encontrar, na noite, ou escuridão de nós.
Não tivemos um chão de pedra, sempre caminhámos em chão de estrelas.
Não chegámos a ter tempo, a ser pequenos como os outros, lá em baixo.
De ti, só saudade e vertigem.
Andávamos perdidos em vidas de outros.
Quando tropeçámos em nós...senti-te o cheiro da saudade. De longe e ao perto.
Espero que me continues a encontrar, na noite, ou escuridão de nós.
Não tivemos um chão de pedra, sempre caminhámos em chão de estrelas.
Não chegámos a ter tempo, a ser pequenos como os outros, lá em baixo.
De ti, só saudade e vertigem.
domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Porta
Não foi preciso bateres.
Já te tinha pedido nos sonhos.
Senti-te a chegar várias vezes, várias vezes me enganou o arrepio.
Acabaste por vir e eu já com a porta aberta.
Esqueci-me de te fechar em mim.
Continuo a pedir-te nos sonhos.
Já te tinha pedido nos sonhos.
Senti-te a chegar várias vezes, várias vezes me enganou o arrepio.
Acabaste por vir e eu já com a porta aberta.
Esqueci-me de te fechar em mim.
Continuo a pedir-te nos sonhos.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
De dia não se gasta.
Vagueia pelas ruas de dentro e de fora.
Tem o corpo e a alma dormentes.
De dia não se gasta.
Guarda-se para as noites, porque as noites são para ele.
Ele leva-a sempre pela mão e para longe. Não dali mas deles.
Guiam-nos o brilho dos olhos dela e nunca se perderam.
Dizem-se sós, destapam a fraqueza.
Esquecem o ontem.
Ela larga-se no colo dele.
E o futuro é tão presente.
Não fugiram mais.
Tem o corpo e a alma dormentes.
De dia não se gasta.
Guarda-se para as noites, porque as noites são para ele.
Ele leva-a sempre pela mão e para longe. Não dali mas deles.
Guiam-nos o brilho dos olhos dela e nunca se perderam.
Dizem-se sós, destapam a fraqueza.
Esquecem o ontem.
Ela larga-se no colo dele.
E o futuro é tão presente.
Não fugiram mais.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Diálogos
A ver os céus:
Olha olha, hoje não há estrelas.
Claro que há, tu é que não as vês.
O que acontece quando se deixa de ver as estrelas?
Não sei bem, mas sei que não é bom.
E se eu as pintar?
Não saberias.
E se eu sonhar com elas?
Não são tão belas nos sonhos.
Que faço agora? É que eu só as vejo em ti.
Agora beijas-me.
Olha olha, hoje não há estrelas.
Claro que há, tu é que não as vês.
O que acontece quando se deixa de ver as estrelas?
Não sei bem, mas sei que não é bom.
E se eu as pintar?
Não saberias.
E se eu sonhar com elas?
Não são tão belas nos sonhos.
Que faço agora? É que eu só as vejo em ti.
Agora beijas-me.
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