quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Piscar de olhos metafórico.

Senti-os arder. Fechei-os. Abri-os. Passou o ardor.

(...)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

As chuvas de Verão.

Os primeiros raios de sol.
A lua cheia.
As chuvas de Verão.

O arrepio.
O suor.
O rubor.

A pele dela.

Só na pele dele são belos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O beijo.

Beijou-o no fim.
Do abraço.
Deles.
Da canção.
Deles.
Da estrada.
Deles.
Da noite.
Deles.
Do sonho.
Deles.
Beijou-o no fim.
Deles.
Porque era o que ela fazia.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Arcaísmos.

Estavam cobertas de pó as palavras que fui hoje arrancar ao coração para te chorar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ser música.

Com poucas palavras, a despedida.
Talvez se queiram mesmo assim, por não se quererem.
E ela sempre gostou mais dos sussurros dos olhos do que das gritarias da boca.

Ainda deram as mãos, queimavam um no outro, logo se largaram.
Os corpos ali eram mobília, a única naquele nada parido de um adeus.
Eles eram mais, laços d’almas. Foram até música.

Mas ele cedo lhe disse que tudo devia finar antes de chegar o fim de tudo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Metamorfose do paladar.

A brisa que nos toca nas entranhas mais do que na face.
Uma paleta de tons cinza.
O piscar dos olhos, o bater do coração e os de fora.
Os da pele mais do que os dos frascos.


Mas depois o mentol do beijo.

sábado, 10 de julho de 2010

As cartas.

Meu ontem,

Sinto-me feia. Deixei de encarar o espelho.
Estou velha. Gasta.
Sou pó do que fui. Sombra.
Os meus lábios já não cantam. O meu corpo já não dança. Os meus olhos enegreceram.

Creio até ter deixado de sonhar.

Meu hoje,

(...)