quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tarefa.

Com um toque quero que me toques toda, me leves toda, que nunca mais me tragas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Noite.

Nessa noite, chorámos todas as noites de solidão noutros, nunca tínhamos sido, antes dessa noite, mas não sabíamos porque não nos sabíamos. As estrelas, tecto, testemunharam as juras de amor, seladas com o laçar dos corpos e o baloiçar dos sonhos, porque nessa noite o bater dos corações foi-nos a mais bela das melodias.

Nessa noite estive contigo dentro de mim e os nossos olhos são hoje os olhares que nessa noite trocámos e a nossa boca só sabe aos beijos que nessa noite demos.

A eternidade deste amor fez-se e desfez-se nessa noite, porque há amores eternos que são só sonho.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Piscar de olhos metafórico.

Senti-os arder. Fechei-os. Abri-os. Passou o ardor.

(...)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

As chuvas de Verão.

Os primeiros raios de sol.
A lua cheia.
As chuvas de Verão.

O arrepio.
O suor.
O rubor.

A pele dela.

Só na pele dele são belos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O beijo.

Beijou-o no fim.
Do abraço.
Deles.
Da canção.
Deles.
Da estrada.
Deles.
Da noite.
Deles.
Do sonho.
Deles.
Beijou-o no fim.
Deles.
Porque era o que ela fazia.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Arcaísmos.

Estavam cobertas de pó as palavras que fui hoje arrancar ao coração para te chorar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ser música.

Com poucas palavras, a despedida.
Talvez se queiram mesmo assim, por não se quererem.
E ela sempre gostou mais dos sussurros dos olhos do que das gritarias da boca.

Ainda deram as mãos, queimavam um no outro, logo se largaram.
Os corpos ali eram mobília, a única naquele nada parido de um adeus.
Eles eram mais, laços d’almas. Foram até música.

Mas ele cedo lhe disse que tudo devia finar antes de chegar o fim de tudo.