Volveram-se eternidades em nós.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
sexta-feira, 22 de abril de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Amanhecer.
Apenas te quero do lado de cá da estrada.
Do muro.
Da porta.
Dos meus olhos.
Dentro deles.
E eu inteira somos nós.
Peço-te apenas que fiques.
No virar das paginas.
E no final...
Apenas quero que sejas.
Do muro.
Da porta.
Dos meus olhos.
Dentro deles.
E eu inteira somos nós.
Peço-te apenas que fiques.
No virar das paginas.
E no final...
Apenas quero que sejas.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Encontro.
Leva-me os outros que tive e as outras que fui.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.
Não procures mais.
Olá.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.
Não procures mais.
Olá.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sem título.
Já não te sei dizer de mim.
Esqueci-me de ser no entretanto do adeus.
Adeus antes do tempo.
Como os dos outros.
Fiz-me sobre nós.
Deixaste-nos ruir.
Do pó nada se ergue.
Esqueci-me de ser no entretanto do adeus.
Adeus antes do tempo.
Como os dos outros.
Fiz-me sobre nós.
Deixaste-nos ruir.
Do pó nada se ergue.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Mensagem.
Sempre me levaram os teus braços, sempre me trouxeram.
Mas imenso se fez o mar da nossa história.
Náufragos, em nós nos perdemos.
De nós nos perdemos.
Nenhum outro amor se quis mar.
Imenso, só o nosso.
Mas imenso se fez o mar da nossa história.
Náufragos, em nós nos perdemos.
De nós nos perdemos.
Nenhum outro amor se quis mar.
Imenso, só o nosso.
Fora de nós.
Que surjas em mim brisa feita vendaval.
Como sussurro em grito.
Lágrima feita pranto.
E, depois, que amaines.
Quero que emudeças.
Que seques.
Quero sentir aquela saudade dos poetas que me cantavas quando amanhecíamos.
E isto assim, eternamente...
Como a rosa murcha.
Como a noite cai.
Como o coração mais forte bate fora de nós.
Como sussurro em grito.
Lágrima feita pranto.
E, depois, que amaines.
Quero que emudeças.
Que seques.
Quero sentir aquela saudade dos poetas que me cantavas quando amanhecíamos.
E isto assim, eternamente...
Como a rosa murcha.
Como a noite cai.
Como o coração mais forte bate fora de nós.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Palavras.
Quero essas palavras.
Sempre.
Quero a música dessas palavras.
Sempre.
Que me embale a música dessas palavras.
Sempre.
Que sejas meu par e que dances comigo a música dessas nossas palavras.
Para sempre.
Sempre.
Quero a música dessas palavras.
Sempre.
Que me embale a música dessas palavras.
Sempre.
Que sejas meu par e que dances comigo a música dessas nossas palavras.
Para sempre.
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