Grito para que estas palavras se façam eco.
No teu silêncio e na tua inércia.
Sempre caminhaste com mestria no meio das recordações que julgavas serem tuas.
Mas a eternidade do nosso amor desfez-se duas noites volvidas, qual castelo de areia na maré cheia.
Não foi cegueira, julgo, talvez visão turvada pelas lágrimas que viria a chorar por ti.
Antes do tempo, sim.
Antes do tempo te vi a ti quando era outro que queria.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Beleza do Excesso.
Abraça-me. Dizes que nesses abraços apertados me sentes a alma.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Escreve-me.
Volveram-se eternidades em nós.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
Etiquetas:
coraçao,
os outros e eu,
saudades de tudo
sábado, 29 de janeiro de 2011
Amanhecer.
Apenas te quero do lado de cá da estrada.
Do muro.
Da porta.
Dos meus olhos.
Dentro deles.
E eu inteira somos nós.
Peço-te apenas que fiques.
No virar das paginas.
E no final...
Apenas quero que sejas.
Do muro.
Da porta.
Dos meus olhos.
Dentro deles.
E eu inteira somos nós.
Peço-te apenas que fiques.
No virar das paginas.
E no final...
Apenas quero que sejas.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Encontro.
Leva-me os outros que tive e as outras que fui.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.
Não procures mais.
Olá.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.
Não procures mais.
Olá.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sem título.
Já não te sei dizer de mim.
Esqueci-me de ser no entretanto do adeus.
Adeus antes do tempo.
Como os dos outros.
Fiz-me sobre nós.
Deixaste-nos ruir.
Do pó nada se ergue.
Esqueci-me de ser no entretanto do adeus.
Adeus antes do tempo.
Como os dos outros.
Fiz-me sobre nós.
Deixaste-nos ruir.
Do pó nada se ergue.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Mensagem.
Sempre me levaram os teus braços, sempre me trouxeram.
Mas imenso se fez o mar da nossa história.
Náufragos, em nós nos perdemos.
De nós nos perdemos.
Nenhum outro amor se quis mar.
Imenso, só o nosso.
Mas imenso se fez o mar da nossa história.
Náufragos, em nós nos perdemos.
De nós nos perdemos.
Nenhum outro amor se quis mar.
Imenso, só o nosso.
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