"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
quarta-feira, 13 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Íris.
E esses raios de sol em teus olhos bastam para alumiar as vielas escuras em mim e os caminhos que meus pés trilham para me levar de mim para outros lugares que só nós sentimos porque dentro de nós moram todos aqueles que ainda vamos ser enquanto um em sonhos e na poesia que ela irá ler pois aqui há-de ser espelho da mãe.
domingo, 12 de junho de 2011
Eco.
Grito para que estas palavras se façam eco.
No teu silêncio e na tua inércia.
Sempre caminhaste com mestria no meio das recordações que julgavas serem tuas.
Mas a eternidade do nosso amor desfez-se duas noites volvidas, qual castelo de areia na maré cheia.
Não foi cegueira, julgo, talvez visão turvada pelas lágrimas que viria a chorar por ti.
Antes do tempo, sim.
Antes do tempo te vi a ti quando era outro que queria.
No teu silêncio e na tua inércia.
Sempre caminhaste com mestria no meio das recordações que julgavas serem tuas.
Mas a eternidade do nosso amor desfez-se duas noites volvidas, qual castelo de areia na maré cheia.
Não foi cegueira, julgo, talvez visão turvada pelas lágrimas que viria a chorar por ti.
Antes do tempo, sim.
Antes do tempo te vi a ti quando era outro que queria.
sábado, 23 de abril de 2011
Beleza do Excesso.
Abraça-me. Dizes que nesses abraços apertados me sentes a alma.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Escreve-me.
Volveram-se eternidades em nós.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
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os outros e eu,
saudades de tudo
sábado, 29 de janeiro de 2011
Amanhecer.
Apenas te quero do lado de cá da estrada.
Do muro.
Da porta.
Dos meus olhos.
Dentro deles.
E eu inteira somos nós.
Peço-te apenas que fiques.
No virar das paginas.
E no final...
Apenas quero que sejas.
Do muro.
Da porta.
Dos meus olhos.
Dentro deles.
E eu inteira somos nós.
Peço-te apenas que fiques.
No virar das paginas.
E no final...
Apenas quero que sejas.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Encontro.
Leva-me os outros que tive e as outras que fui.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.
Não procures mais.
Olá.
Faz-me.
Não sonhes comigo.
Bebe-me.
Não deixes que em mim more o tédio.
Deixa-me padecer de nós.
Não me largues solta.
Sufoca-me de ti.
Não procures mais.
Olá.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sem título.
Já não te sei dizer de mim.
Esqueci-me de ser no entretanto do adeus.
Adeus antes do tempo.
Como os dos outros.
Fiz-me sobre nós.
Deixaste-nos ruir.
Do pó nada se ergue.
Esqueci-me de ser no entretanto do adeus.
Adeus antes do tempo.
Como os dos outros.
Fiz-me sobre nós.
Deixaste-nos ruir.
Do pó nada se ergue.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Mensagem.
Sempre me levaram os teus braços, sempre me trouxeram.
Mas imenso se fez o mar da nossa história.
Náufragos, em nós nos perdemos.
De nós nos perdemos.
Nenhum outro amor se quis mar.
Imenso, só o nosso.
Mas imenso se fez o mar da nossa história.
Náufragos, em nós nos perdemos.
De nós nos perdemos.
Nenhum outro amor se quis mar.
Imenso, só o nosso.
Fora de nós.
Que surjas em mim brisa feita vendaval.
Como sussurro em grito.
Lágrima feita pranto.
E, depois, que amaines.
Quero que emudeças.
Que seques.
Quero sentir aquela saudade dos poetas que me cantavas quando amanhecíamos.
E isto assim, eternamente...
Como a rosa murcha.
Como a noite cai.
Como o coração mais forte bate fora de nós.
Como sussurro em grito.
Lágrima feita pranto.
E, depois, que amaines.
Quero que emudeças.
Que seques.
Quero sentir aquela saudade dos poetas que me cantavas quando amanhecíamos.
E isto assim, eternamente...
Como a rosa murcha.
Como a noite cai.
Como o coração mais forte bate fora de nós.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Palavras.
Quero essas palavras.
Sempre.
Quero a música dessas palavras.
Sempre.
Que me embale a música dessas palavras.
Sempre.
Que sejas meu par e que dances comigo a música dessas nossas palavras.
Para sempre.
Sempre.
Quero a música dessas palavras.
Sempre.
Que me embale a música dessas palavras.
Sempre.
Que sejas meu par e que dances comigo a música dessas nossas palavras.
Para sempre.
domingo, 31 de outubro de 2010
Não ser.
Pobres loucos.
Mendigos de quimeras.
Moribundos na vida dos outros.
Cegos para com as estrelas.
Não são desde a despedida.
Mendigos de quimeras.
Moribundos na vida dos outros.
Cegos para com as estrelas.
Não são desde a despedida.
sábado, 30 de outubro de 2010
Casa do sonho.
Ela ainda lá vive.
Ele não mais lá voltou.
Diz-se que ele lhe levou as chaves.
Diz-se que ela se trancou.
Ela ainda lá vive.
Ele não mais lá voltou.
São hoje pó de paixão.
Que a solidão amontoou.
Ela ainda lá vive.
Ele não mais lá voltou.
Talvez ele tenha partido na busca de tecto.
Talvez ela tenha ficado à procura de chão.
Ele não mais lá voltou.
Diz-se que ele lhe levou as chaves.
Diz-se que ela se trancou.
Ela ainda lá vive.
Ele não mais lá voltou.
São hoje pó de paixão.
Que a solidão amontoou.
Ela ainda lá vive.
Ele não mais lá voltou.
Talvez ele tenha partido na busca de tecto.
Talvez ela tenha ficado à procura de chão.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Desencontro.
Espero-te para calares o grito mudo de solidão que sou.
Espero pelas tuas mãos para nascer de mim.
Desencontro de almas que assim se querem para viverem sempre a procurar-se.
Espero pelas tuas mãos para nascer de mim.
Desencontro de almas que assim se querem para viverem sempre a procurar-se.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Um adeus por dizer.
Já brotaram muitos outros de nós depois do nós que não tivemos força para ser.
Pensei que os brilhos da noite se tinham finado contigo aos meus olhos, mas a luz da noite não se apaga.
Nem a de meus olhos.
E de tantas palavras, escolhi a luz deles para te falar no adeus.
Mas os teus olhos já não ouvem os meus.
Pensei que os brilhos da noite se tinham finado contigo aos meus olhos, mas a luz da noite não se apaga.
Nem a de meus olhos.
E de tantas palavras, escolhi a luz deles para te falar no adeus.
Mas os teus olhos já não ouvem os meus.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Libelinha.
Acordamos apertados noutros braços hoje.
Mundo.
Chão.
Casa.
Mas sonhamos num colo onde nos largámos ontem.
Vazio.
Estrelas.
Rua.
Ela sempre se quis libelinha.
A paixão deu-lhe as asas.
Ele ensiná-la-á a voar amanhã.
Mundo.
Chão.
Casa.
Mas sonhamos num colo onde nos largámos ontem.
Vazio.
Estrelas.
Rua.
Ela sempre se quis libelinha.
A paixão deu-lhe as asas.
Ele ensiná-la-á a voar amanhã.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Endiabrada!
Fujo assim, na vassoura, de mim. Na mão a mala que não fechou com tantos fantasmas, nos ombros os dois diabos, no bolso o livro negro dos recortes de vidas que deixei por viver, no corpo as chagas que não sarei para te lembrar.
Há feitiço nos meus olhos.
Há feitiço nos meus olhos.
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