Deixa-me dizer-te dela.
Ainda a sabes?
Nada lhe pertence.
Nem ela.
E ela quer ser.
Depois de ti.
Não mais te procurou.
Não mais ouviu a música dos teus lábios.
Não mais ganhou tempo a falar com os teus olhos.
Não mais te deu a mão.
Dentro dela.
Ainda lá vives?
É hora.
E ela quer ser.
Depois de ti.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Vestido.
Vestiu o vestido.
Ele gostava de a ver naquele vestido.
Sussurrou-lho numa troca de olhares.
Vestiu o vestido.
Fazia anos que não se adornava.
Com um sorriso nos lábios e um brilho nos olhos.
Vestiu o vestido.
Afinal, a noite chegara.
Ela ia encontrar-se com ele mais uma vez.
Nos sonhos.
Ele gostava de a ver naquele vestido.
Sussurrou-lho numa troca de olhares.
Vestiu o vestido.
Fazia anos que não se adornava.
Com um sorriso nos lábios e um brilho nos olhos.
Vestiu o vestido.
Afinal, a noite chegara.
Ela ia encontrar-se com ele mais uma vez.
Nos sonhos.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Íris.
E esses raios de sol em teus olhos bastam para alumiar as vielas escuras em mim e os caminhos que meus pés trilham para me levar de mim para outros lugares que só nós sentimos porque dentro de nós moram todos aqueles que ainda vamos ser enquanto um em sonhos e na poesia que ela irá ler pois aqui há-de ser espelho da mãe.
domingo, 12 de junho de 2011
Eco.
Grito para que estas palavras se façam eco.
No teu silêncio e na tua inércia.
Sempre caminhaste com mestria no meio das recordações que julgavas serem tuas.
Mas a eternidade do nosso amor desfez-se duas noites volvidas, qual castelo de areia na maré cheia.
Não foi cegueira, julgo, talvez visão turvada pelas lágrimas que viria a chorar por ti.
Antes do tempo, sim.
Antes do tempo te vi a ti quando era outro que queria.
No teu silêncio e na tua inércia.
Sempre caminhaste com mestria no meio das recordações que julgavas serem tuas.
Mas a eternidade do nosso amor desfez-se duas noites volvidas, qual castelo de areia na maré cheia.
Não foi cegueira, julgo, talvez visão turvada pelas lágrimas que viria a chorar por ti.
Antes do tempo, sim.
Antes do tempo te vi a ti quando era outro que queria.
sábado, 23 de abril de 2011
Beleza do Excesso.
Abraça-me. Dizes que nesses abraços apertados me sentes a alma.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Escreve-me.
Volveram-se eternidades em nós.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
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