"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
terça-feira, 26 de junho de 2012
Não ser.
Choras-me vezes sem conta essa tua condição de não seres.
Nem sombra num corpo que se perde na rua de outros, nem pó num porta-retratos perdido numa mesa-de-cabeceira do quarto de visitas, nem uma vaga memória nas memórias de alguém que quer apagá-las.
Dizes que não és.
Que ninguém sente saudades tuas quando acorda depois de não sonhar contigo, que ninguém te canta num poema que não escreve.
Que ninguém te quis e por ninguém te querer não és.
Que só se é se outro alguém for.
E se eu não quiser ser contigo?
O que não somos?
segunda-feira, 26 de março de 2012
Nela o sol não nasce.
(...)
Mas ficou com os seus sonhos.
E nesses sonhos pode eternamente tê-lo.
Nela o sol não nasce.
Mas ficou com os seus sonhos.
E nesses sonhos pode eternamente tê-lo.
Nela o sol não nasce.
segunda-feira, 5 de março de 2012
De dentro de mim.
Tentei abraçar-te com aquele sorriso que tinha antes de chegares no verde de meus olhos,
Fui na frente para que não conhecesses o mundo que destruímos quando soltámos as mãos,
Arranquei-te de dentro de mim para que não te tornasses pó comigo no dia em que me deixaste.
Fui na frente para que não conhecesses o mundo que destruímos quando soltámos as mãos,
Arranquei-te de dentro de mim para que não te tornasses pó comigo no dia em que me deixaste.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Sonho meu.
Já te devia ter escrito.
Afinal já houve entre nós tantas despedidas.
E as cartas são para o adeus.
Mas nunca chegámos a partir.
Não sabemos o caminho que nos levou a nós.
E desconhecemos como voltar ao antes.
Houve antes?
Não se apagaram todas as memórias quando deixámos o mundo dos outros,
Para ficar no mundo que somos?
Não foi toda a nossa vida desencontro agora que nos encontrámos?
Foi antes vida a nossa agora que a vivemos os dois?
Sabes de mim como se me tivesses sonhado estes anos todos e apenas nesses sonhos tivesses sido.
Sei de mim agora porque só agora sou.
E de todos tu.
E dos ontens nada.
E o hoje teu.
E o amanhã nós.
E eu sempre tua.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Fénix.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Que outros braços nos tragam à vida.
Que outros pés nos ensinem novo caminho.
Que novos olhos nos vejam.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
De nos aprendermos.
De aprendermos o brilho da lua.
De aprendermos o sal das lágrimas.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Pedintes de paixões.
Mendigos de sonhos.
Indigentes de esperanças.
Estamos sempre à espera que nos encontrem para nascer de novo.
Fénix renascida, eis-me.
Que outros braços nos tragam à vida.
Que outros pés nos ensinem novo caminho.
Que novos olhos nos vejam.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
De nos aprendermos.
De aprendermos o brilho da lua.
De aprendermos o sal das lágrimas.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Pedintes de paixões.
Mendigos de sonhos.
Indigentes de esperanças.
Estamos sempre à espera que nos encontrem para nascer de novo.
Fénix renascida, eis-me.
domingo, 6 de novembro de 2011
Dores D'alma
Coseram-me.
Com o fio do meu pensamento.
Os meus ontens.
Os meus amanhãs.
As minhas outras.
Coseram-nos.
Com a linha dos meus sonhos.
Coseram-me as noites de lua cheia.
O brilho dela nos meus olhos.
O brilho de meus olhos.
Os meus olhos.
Com a agulha e o dedal da solidão.
Coseram-me os gritos.
Os meus choros aflitos.
Os meus risos.
E os passos que me levavam.
De mim para outros.
Braços.
Coseram-me em mim.
Daqui não fujo. Aqui não me perco.
De mim não saio.
Com o fio do meu pensamento.
Os meus ontens.
Os meus amanhãs.
As minhas outras.
Coseram-nos.
Com a linha dos meus sonhos.
Coseram-me as noites de lua cheia.
O brilho dela nos meus olhos.
O brilho de meus olhos.
Os meus olhos.
Com a agulha e o dedal da solidão.
Coseram-me os gritos.
Os meus choros aflitos.
Os meus risos.
E os passos que me levavam.
De mim para outros.
Braços.
Coseram-me em mim.
Daqui não fujo. Aqui não me perco.
De mim não saio.
sábado, 8 de outubro de 2011
Ela quer saber.
Deixa-me dizer-te dela.
Ainda a sabes?
Nada lhe pertence.
Nem ela.
E ela quer ser.
Depois de ti.
Não mais te procurou.
Não mais ouviu a música dos teus lábios.
Não mais ganhou tempo a falar com os teus olhos.
Não mais te deu a mão.
Dentro dela.
Ainda lá vives?
É hora.
E ela quer ser.
Depois de ti.
Ainda a sabes?
Nada lhe pertence.
Nem ela.
E ela quer ser.
Depois de ti.
Não mais te procurou.
Não mais ouviu a música dos teus lábios.
Não mais ganhou tempo a falar com os teus olhos.
Não mais te deu a mão.
Dentro dela.
Ainda lá vives?
É hora.
E ela quer ser.
Depois de ti.
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