Ela é hoje sozinha.
Ontem também o era.
Mas hoje diz ser mais.
Que hoje também mais dele.
Ela hoje vive a pão e água salgada nos olhos.
Como quem vive de outro jeito qualquer.
Ela vive assim.
Ela hoje está quieta, calada.
Diz que os passos que os outros dão ao afastar-se, bastam para a cansar.
E que as palavras de mentira nas suas bocas, a emudecem.
Ela hoje...
Ela hoje não quer ser ela.
Quer ser outra.
Que ser ela mata.
E ela quer-se nascida a cada nova madrugada.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Sempre.
Até chorámos o passado que já podíamos ser.
Até fomos um, não sei se ontem, se sonho.
Até nos quisemos encontrar amanhã.
Até fomos palavra, verbo, palavras, verso.
Até sempre.
Até fomos um, não sei se ontem, se sonho.
Até nos quisemos encontrar amanhã.
Até fomos palavra, verbo, palavras, verso.
Até sempre.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Não ser.
Choras-me vezes sem conta essa tua condição de não seres.
Nem sombra num corpo que se perde na rua de outros, nem pó num porta-retratos perdido numa mesa-de-cabeceira do quarto de visitas, nem uma vaga memória nas memórias de alguém que quer apagá-las.
Dizes que não és.
Que ninguém sente saudades tuas quando acorda depois de não sonhar contigo, que ninguém te canta num poema que não escreve.
Que ninguém te quis e por ninguém te querer não és.
Que só se é se outro alguém for.
E se eu não quiser ser contigo?
O que não somos?
segunda-feira, 26 de março de 2012
Nela o sol não nasce.
(...)
Mas ficou com os seus sonhos.
E nesses sonhos pode eternamente tê-lo.
Nela o sol não nasce.
Mas ficou com os seus sonhos.
E nesses sonhos pode eternamente tê-lo.
Nela o sol não nasce.
segunda-feira, 5 de março de 2012
De dentro de mim.
Tentei abraçar-te com aquele sorriso que tinha antes de chegares no verde de meus olhos,
Fui na frente para que não conhecesses o mundo que destruímos quando soltámos as mãos,
Arranquei-te de dentro de mim para que não te tornasses pó comigo no dia em que me deixaste.
Fui na frente para que não conhecesses o mundo que destruímos quando soltámos as mãos,
Arranquei-te de dentro de mim para que não te tornasses pó comigo no dia em que me deixaste.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Sonho meu.
Já te devia ter escrito.
Afinal já houve entre nós tantas despedidas.
E as cartas são para o adeus.
Mas nunca chegámos a partir.
Não sabemos o caminho que nos levou a nós.
E desconhecemos como voltar ao antes.
Houve antes?
Não se apagaram todas as memórias quando deixámos o mundo dos outros,
Para ficar no mundo que somos?
Não foi toda a nossa vida desencontro agora que nos encontrámos?
Foi antes vida a nossa agora que a vivemos os dois?
Sabes de mim como se me tivesses sonhado estes anos todos e apenas nesses sonhos tivesses sido.
Sei de mim agora porque só agora sou.
E de todos tu.
E dos ontens nada.
E o hoje teu.
E o amanhã nós.
E eu sempre tua.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Fénix.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Que outros braços nos tragam à vida.
Que outros pés nos ensinem novo caminho.
Que novos olhos nos vejam.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
De nos aprendermos.
De aprendermos o brilho da lua.
De aprendermos o sal das lágrimas.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Pedintes de paixões.
Mendigos de sonhos.
Indigentes de esperanças.
Estamos sempre à espera que nos encontrem para nascer de novo.
Fénix renascida, eis-me.
Que outros braços nos tragam à vida.
Que outros pés nos ensinem novo caminho.
Que novos olhos nos vejam.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
De nos aprendermos.
De aprendermos o brilho da lua.
De aprendermos o sal das lágrimas.
Estamos sempre à espera de nascer de novo.
Pedintes de paixões.
Mendigos de sonhos.
Indigentes de esperanças.
Estamos sempre à espera que nos encontrem para nascer de novo.
Fénix renascida, eis-me.
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