sábado, 8 de setembro de 2012

Pedaço de barro.

Volta.
Volta que eu faço-me casa.
Céu estrelado.
Mar salgado.
Volta que eu nasço pedaço de barro.
Para ti.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Prematura.

Ainda és muito nova. Percebe que ainda não nasceste. Para o mundo que fica quando o amor acaba.

Sussurro.

Quero aquele arrepio de quando me sopravas um desejo.

sábado, 1 de setembro de 2012

Um verde mágoa.

Quis dizer-lhe adeus.
O vestido era verde, como seus olhos.
Um verde mágoa.

Sabia que amanhã não o voltaria a olhar.
Que desde ontem não o enxergava por dentro.

Todos os hojes tinham sido deles.
Eles eram o amor que fazia ser o mundo.

Eram dia e noite.
Chão e céu.
Carne e alma.

Nasceram um para o outro.
Um do outro.
Um.

Quis dizer-lhe adeus.

Ele já tinha partido.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Eternamente.

Mal te saiba o nome, meu coração será eternamente teu, disse.

E assim teve um nome para eternamente chorar.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mas ela foi.

Quando foste ela foi contigo.
Tu não a levaste.
Mas ela foi.
Contigo.

Julgava ela que se fosse podia ficar.
Sentada num desses bancos.
Do jardim que são os teus olhos.

Tu não a levaste.

Ela ficou mais só.

Um quarto-crescente depois.
Já ela era outra.

Nuns olhos primavera que a levaram.







terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sol.

Havia em ti uma esforçada vontade de me ver sentir a tua falta.
Sempre te disse que fazer falta era algo que se fazia por pouco tempo.
Não se pode fazer falta a vida inteira.

Como se faz amor.

Quiseste-te baloiçado na minha entrega.
Eu dava-me. Inteira. Melhor.
A ti.

A ti.
Que nos pariste e mataste.
Na mesma noite.


Não mereces o meu amanhecer, disseste.

O teu sol fui eu, disse.