Abraça-me. Dizes que nesses abraços apertados me sentes a alma.
Há em nós essa beleza do excesso.
Peço-te um beijo para te ver os sonhos.
Pegas-me na mão para vagueares em mim.
Fecha os olhos. Dizes-me.
Vamos para longe.
Dos outros e daqueles que não queremos ser.
Voltamos quando quisermos que em nós more a saudade.
Como todos os amores para sempre, o nosso também há-de ser lembrança.
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo." Ludwig Wittgenstein
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Escreve-me.
Volveram-se eternidades em nós.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
Não mais te escrevi.
Não quis.
Que pelas minhas palavras me notasses os olhos baços.
Sei que num canto de ti mora ainda aquela poeira.
Do nós que não chegámos a construir.
Escrevo-te hoje para me lembrar.
Que meus olhos estão baços.
Porque te dei o seu brilho.
Num dos nossos encontros.
De almas.
Devolve-me.
O brilho.
Escreve-me.
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