quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Obras

Trazias um sorriso nos lábios e cheiravas bem.
Decidiste no teu íntimo que me irias surpreender e assim o fizeste.
O brilho dos meus olhos estava capaz de iluminar todas as casas no oeste do país.
Trocámos mimos, e mimos é bom.
Minimizar danos, enxaquecas e vertigens faz parte da tua profissão no meu mundo interior.
Danos por ti ou por mim causados.
Enxaquecas de estudo frustrado ou daqueles dias em que me apetece chocolate e batatas fritas.
Vertigens dos meus abismos ou dos desafios que a vida me coloca.
Gosto de deitar a baixo e construir de novo.
E depois, ter um edificio com melhores alicerces.
Anda para a nossa nova casa, está linda.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um Natal assim-assim

Desilusões,discussões e talvez um ponto final.
Poucos sorrisos, poucos risos e zero gargalhadas.
Com o desenrolar dos tempos acostumei-me ao mais ou menos em quase tudo na vida mas creio ser menina para bom e muito bom.
E desbravarei (também) os terrenos que me levem à excelência.
O amor é um suceder de tropeções, uns de rasgar os joelhos e cotovelos, outros de rasgar, para sempre, o coração, mas há-de haver sempre alguém que me levante do chão e me sare as bubas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Se faz favor

Cama, sem horas.
Aconchego, sem pressas.
Mimos,sem interrupções.
Sem campainhas, sem despertadores, sem rapidinhas.
Saborear cada pedacinho, de chocolate, de saliva tua.
Aproveitar cada sorriso, repeti-lo, outra e outra vez.

Vá lá, it's Christmas time.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cozinha

1kg de tique-taques do meu relógio.
3 colheres de batimentos do meu coração.
1l de pingos da torneira que são os meus olhos.
Palpites do meu self qb.
Temperamento dificil.
Vai ao forno.
E uma hora depois sai uma Bárbara a precisar de descanso.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rita

Mal chegaste.
Poucas confidências foram trocadas.
Mimos? Definitivamente não eram o teu forte.
Mas sabia que era uma questão de tempo.
Mais uns minutos, mais uma horas, mais uns dias, mais uns meses, mais uns anos...e as nossas vidas iriam abraçar-se.
Porque nas gargalhadas...nessas, já nós éramos monozigóticas.
Queria tanto ter-te "gargalhado" tanta coisa.
Já fazes falta.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pérolas a porcos!

Como pode alguém tirar-me assim o tapete e fazer-me estatelar no chão?
Como outorguei eu a alguém a capacidade de me mexer o porão das emoções?
A contrição passeia-se agora nos meus dias.
Fecharei algumas portas.
E deixarei de bater a umas quantas.
Dei excessiva e desnecessariamente de mim.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não assino por baixo

Uma rolha.
Um qualquer tipo de contenção.
Ainda estou verde para o social.
Não são só as meias, eu também ando às avessas.
Não devia ficar nervosa, mas fico.
Não devia ser trapalhona, mas sou.
Enerva-me esta minha tendência inata para o ridículo.
Esta minha predesposição para o falhanço.
Queria ser dona de mim.

sábado, 14 de novembro de 2009

Borboleta

A vida colocou-lhe um novo desafio.
Aceitar a mudança.
Entender que tudo é mutável.
De difícil aceno, acabou por se conformar.
De aí em diante, todas as metamorfoses, que ela tanto recalcava em si, todas as transformações, sentidas mas jamais reveladas...passaram a fazer parte dela.
Catapultadas.
Saberá o mundo (dela) aceitar também?!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pipocas

É inexequível que tudo esteja dentro do nosso raio de superintendência.
E também nos é trabalhoso gerir a miríade de sentimentos que dentro de nós saltitam como pipocas.
Não somos donos das nossas emoções, são elas quem nos domina e por vezes escraviza.
Mas se assim não fosse...como soltaríamos aquelas gargalhadas de criança? como caíriam as lágrimas da saudade? como seria vê-lo sem aquele rubor? como seria senti-lo sem me arrepiar?
É tão bom poder sair de mim.

domingo, 8 de novembro de 2009

Há pessoas fantásticas não há?!

O mundo está cheio de pessoas ímpares e é tão bom descobri-las!
É tão delicioso quando essas pessoas nos pegam pela mão e nos levam a vaguear pelas suas histórias de vida.
Devemos deixar-nos ir...
Absorver...
Crescer humanamente depende muito da medida da nossa entrega aos outros.
Todos os dias estendo a mão a alguém e espero que ma peguem, que me ensinem os seus hábitos, os seus gostos...que me deixem beber da sua sabedoria.

sábado, 7 de novembro de 2009

Devaneio meu.

Percorrer-te.
Entrar em ti num suspiro.
Sair de ti numa gota de suor.
Render-me.
Parar o tempo, as pessoas, o mundo...a razão.
Sermos os donos do movimento.
Mas despojados de tudo o resto.
Pudor, medo, fraqueza.
Um só...corpo.


Vem.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Só isto.

Há um sem número de coisas que nos fazem falta.
As banalidades de sempre.
As novas tecnologias.
O aconchego da nossa casa.
As palavras sábias daqueles que nos conhecem o âmago.
Os braços abertos da mãe.
O ombro do pai.
O timbre da tua voz.


Creio que todos os dias me lembra uma saudade nova.

sábado, 31 de outubro de 2009

Semana dificil.

Somos programados para errar.
Há os que persistem.
Há os que pedem desculpa.
Há os que aprendem.
Falhamos todos os dias.
Com os outros, connosco, com o mundo dos outros e com o nosso.
Ainda acredito que é isto que nos faz humanos.
Mas não deveriamos fazer do chavão uma constante.

domingo, 25 de outubro de 2009

Olhem, eu sei lá!

Chega a roçar o ridículo o quanto me deixo sofrer.
Como a "aguinha" salgada me molha o rosto com tanta frequência.
Como os medos me prendem tantas vezes os movimentos.
Como os pesadelos me ocupam tão mais noites que os sonhos.
Como as angustias se apoderam das minhas horas.
As más recordações dos meus dias.
Quem me dera ser forte, robusta, dura...ser outra, por vezes.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um dia, jamais a vida inteira

É tão doloroso quando o chão nos foge.
Sem pedestal.
É tão atroz quando não nos dão um ombro.
Sem apoio.
É tão cruel quando não temos telhado.
Sem abrigo.
E os pés tão cansados.
E a cabeça tão pesada.
E a chuva a cair.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uma questão de chaves.

Há pessoas que não cessam de me parar à porta, batem, batem e jamais conseguirão invadir-me.
Bem que arremessam pedrinhas à janela, mas dependendo da pedrada (pode partir), a maioria das investidas é vã.
Há também aqueles que, tocando a campainha, ou dando três pancadinhas, eu deixo entrar.
Deixo que me visitem, exigindo sempre marcação prévia.
Por fim há aqueles que já detêm a chave.
Entram e pronto.
Vagueiam dentro de mim como exploradores, remexem-me a alma e as crenças.
Mas...a chave que usam para entrar, é a mesma da qual abusam para sair.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Transporte de Bárbara(s)!

Cada vez me desvelam mais os adornos que me transportam.
Os que combinam com os sorrisos, os que ficam bem contigo.
Os que uso para impressionar, ou para passar despercebida.
Os das saídas, os das feridas.
Os gastos, de estimação.
Os novos, de tacão.
Os de princesa, os de tigresa.
Os do frio e da chuva.
Os das minhas tempestades.
Os das correrias, os do fim do dia.
Os da moda, os da F***!

sábado, 17 de outubro de 2009

(texto sem qualquer tipo de coesão!!)

Ás vezes dou por mim já em alguém e, sem me ter apercebido, também esse alguém já deixou de si.
É tão bom sentirmo-nos completos ao dar de nós, ao nos partilharmos.
Dificil é gerir o quanto nos devemos entregar aos outros, o quanto devemos aceitar dos outros.
Ceder o solo do meu coração é uma tarefa diária para mim, dou mais um pouco aos que já tinham lá terreno, e dou um pouco aos que andam à procura de um espaço para viver em mim.
Dou muito de mim?
Creio que sim...mas o doloroso não é dar e sim expulsar de lá os inquilinos.
As razões são múltiplas: falta de pagamento com carinho, falta de consideração para com os restantes inquilinos, falta de respeito para com o senhorio, distúrbios...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Esta aqui sou eu.

Um dia decidi ser assim e já não mudo.
Sou aquela que não refreia, que redargue.
Sou aquela que lacrimeja e graceja com a mesma intensidade, mas não em igual quantidade.
Sou aquela que está ali de braços esticados para amparar as quedas daqueles que ama.
Sou aquela das piadas, dos roncos de gargalhadas.
Sou aquela ciumenta, possessiva e rabugenta.
Sou aquela picuinhas, exagerada e de entrelinhas.
Sou aquela que ou se ama ou se odeia.
Aquela do tudo ou nada.
Aquela que só vive uma vida.
Aquela não…sou esta!

Ora bem...cheguei!

Olá...
Por palavras, posso dizer de mim, de ti, de nós, dos outros...das minhas coisas, das tuas coisas, das nossas coisas, das coisas dos outros.
Posso dizer da minha/tua/nossa/vossa pele de galinha, do rubor do meu/teu/nosso/vosso rosto, do meu/teu/nosso/vosso batimento cardíaco, dos tremeliques, das gotas de suor, dos calafrios...
Por palavras posso dizer o que cá vai, o que já foi e o que quero que seja.
Por palavras me vou pôr neste cantinho, que sendo meu é de todos, pois para todos aqui foi posto.