quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cronos.

No fim da noite que fomos, fiz-me dia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Libelinha.

Acordamos apertados noutros braços hoje.
Mundo.
Chão.
Casa.

Mas sonhamos num colo onde nos largámos ontem.
Vazio.
Estrelas.
Rua.

Ela sempre se quis libelinha.
A paixão deu-lhe as asas.
Ele ensiná-la-á a voar amanhã.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O medo.

Sobejo dos poucos ontens, roubou-nos todos os amanhãs.

sábado, 4 de setembro de 2010

Endiabrada!

Fujo assim, na vassoura, de mim. Na mão a mala que não fechou com tantos fantasmas, nos ombros os dois diabos, no bolso o livro negro dos recortes de vidas que deixei por viver, no corpo as chagas que não sarei para te lembrar.


Há feitiço nos meus olhos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Jardim.

Já não te escrevo.
Estas palavras não são minhas.
De agora.
São de outra.
Que floriu e murchou nesse jardim, que não cuidámos na frente da nossa casa, daquele sonho que fomos.
De outrora.


Silêncios em folhas brancas soltas.