Ás vezes dou por mim já em alguém e, sem me ter apercebido, também esse alguém já deixou de si.
É tão bom sentirmo-nos completos ao dar de nós, ao nos partilharmos.
Dificil é gerir o quanto nos devemos entregar aos outros, o quanto devemos aceitar dos outros.
Ceder o solo do meu coração é uma tarefa diária para mim, dou mais um pouco aos que já tinham lá terreno, e dou um pouco aos que andam à procura de um espaço para viver em mim.
Dou muito de mim?
Creio que sim...mas o doloroso não é dar e sim expulsar de lá os inquilinos.
As razões são múltiplas: falta de pagamento com carinho, falta de consideração para com os restantes inquilinos, falta de respeito para com o senhorio, distúrbios...
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